* Democracia neste país é relativa, mas corrupção é absoluta *

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"PIMENTORIUM IN ANUS OUTREM REFRESCUS EST"

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Respeitável Público

O Batráquio fala, fala, fala, viaja, viaja, viaja; o resto do tempo faz política


MINHA GENTE , estou a cada dia mais perplexo com a performance do nosso presiMente Batráquio da Silva. Não que ele tenha mudado essencialmente; nada disso, ele se comporta assim desde o primeiro dia de governo: não desce do palanque.

Às vezes me pergunto se minha crescente perplexidade decorre dessa sua insistência que já dura quase oito anos ou de alguma outra coisa. Acho que são as duas: por um lado, já não aguento ouvi-lo falar pelos cotovelos, gesticular e postar-se como um ator num palco e, por outro, percebo-o cada vez mais à vontade para dizer o que lhe convenha, conforme o momento e conforme o público.

Sem nenhum compromisso com a verdade e com a postura de um chefe de Estado.

Ele não se comporta como chefe de Estado. Fala sempre em termos pessoais, ou louvando-se a si mesmo sem qualquer constrangimento ou acusando alguém, seja a imprensa, seja a oposição, sejam as classes ricas, sejam os países ricos.

Estão todos contra os pobres, menos ele que, felizmente, assumiu o governo do Brasil para salvá-los, após quatro séculos de implacável perseguição. Do Descobrimento até 2003, ninguém sabe como o Brasil conseguiu sobreviver, crescer, chegar a ser a oitava economia do mundo, sem o Batráquio! Só pode ter sido por milagre ou qualquer outro fator inexplicável.

A verdade é que, apesar de tudo, o país resistiu até o momento em que ele, Batráquio, chegou a tempo de salvá-lo. Isso ele afirma com uma veemência impagável, como se fosse a coisa mais óbvia e indiscutível do mundo.

Sem rir, o que é mais surpreendente ainda, diante do olhar espantado de favelados, trabalhadores, funcionários públicos, aposentados.

Já quando o público muda, ele também muda o discurso. Se fala para empresários, banqueiros, exportadores, a conversa é outra. Mostra-se preocupado com o crescimento da economia, com o apoio do BNDES à iniciativa privada e chega mesmo a admitir que sem os empresários o país não cresceria. E o balanço de final de ano mostra que os bancos realmente nunca ganharam tanto dinheiro como durante a gestão presidencial do fundador do Partido dos Trabalhadores, que se dizia inimigo número um deles.

Joga com um pau de dois bicos, mas dá certo. Diz uma coisa para os pobres e o contrário para os ricos, mas dá certo. Tanto que a sua popularidade cresce a cada nova pesquisa de opinião.

Na última delas, o índice de aprovação de seu governo alcançou mais de 70% e a dele, presiMente, mais de 80%. Ele fala, fala, fala, viaja, viaja, viaja; o resto do tempo faz política. Há uma cumplicidade esquisita: O Batráquio finge que governa, e o povão finge que acredita.

Mas, infelizmente, os números da estatística não conseguem cegar-me. Pelo contrário, ao ver tamanha aprovação a um presiMente da República, que busca deliberadamente engazopar a opinião pública, preocupo-me. Para onde estamos sendo arrastados? Até quando e até onde conseguirá o Batráquio manipular a maioria dos brasileiros?

Essas considerações me ocorreram ao ler o discurso que ele pronunciou, no Rio de Janeiro, na favela da Mangueira, ao inaugurar uma escola. De ensino não falou, claro, já que não lê nem escreve. Anunciou a intenção de usar prédios públicos desativados como moradia de sem-teto. E aproveitou para mostrar como os ricos odeiam os pobres: disse que os ricos da avenida Nove de Julho, em São Paulo, não querem deixar que gente pobre venha morar ali, num prédio público desocupado. "Mas nós vamos colocar, porque a moradia é um direito fundamental do ser humano." Palmas para ele!

Nessa mesma linha de discurso para favelados, defendeu as obras do PAC, afirmando que a parcela mais pobre da população é que será beneficiada, e aduziu: "Quando a gente faz isso, perde apoio de determinada classe social, porque gente rica não gosta que a gente cuide muito dos pobres".

O discurso, como sempre, é atrapalhado mas suficientemente claro para que a mensagem seja entendida: os ricos odeiam os pobres, que só contam com o Batráquio para protegê-los. A conclusão é óbvia: se o Batráquio é o pai dos pobres, quem se opõe a ele certamente os odeia e ama os ricos.

Assim como se apropriou de tudo o que antes combatera, improvisou o tal PAC, um aglomerado de projetos pré-existentes de empresas estatais, governos estaduais e municipais, que vai desde o pré-sal até a ampliação de metrôs e o trem-bala.

Mas o investimento do governo federal é de apenas 0,97% do PIB, menos do que investiu FHC em 2001. Se tudo o que está ali é viável ou não, pouco importa, desde que sirva para manter o Batráquio e Dilmachadão sob os holofotes.

Ferreira Goulart



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5 comentários:

Jurema Cappelletti disse...

"Até quando e até onde conseguirá o Batráquio manipular a maioria dos brasileiros?"

Até enquanto o pobre puder acreditar que se tornou classe média. Até quando seus gastos com cartões de crédito e empréstimos que não param de crescer não os colocar contra a parede.

A piar mediocridade de Luís Inácio é a sua insistência em dividir os brasileiros em grupos, colocando uns contra outros.

Anônimo disse...

Tolo é que acredita no Governo Lula.
É lamentável para quem votou no fariseu.
Agora querem emtubar a Dilma petralha, na ganganta do povo brasileiro.

BOOTLEAD disse...

Recebi este e-mail da socióloga e escritora Maria Lucia Victor Barbosa e, solicito aos amigos (as), divulgá-lo para os seus contatos:

Caríssimos amigos,

Ontem comuniquei que havia recebido um telefonema da Globo News, de Brasília. A pessoa me fez um convite em nome do Alexandre Garcia, para que eu participasse do "Espaço Aberto". A pauta seria sobre América Latina. Eu iria para Brasília hoje e amanhã faria a gravação. Hoje voltaram a me telefonar dizendo que a pauta havia mudado e que ficaria para uma outra vez. Tenho absoluta certeza de que Alexandre Garcia me indicou para o programa, mas esbarrou na censura da Globo. Como podem comprovar mais uma vez nesse episódio, a censura do governo Lula, funciona para valer. Isso confirma o que já sabemos: é difIcílimo termos algum espaço na mídia. O único espaço em que ainda temos liberdade, por enquanto, é aqui na Internet. Mesmo sendo patrulhados e ofendidos pelos "companheiros". Pois vamos em frente. Se somos do "Clube dos 16%", encarnamos a única resistência, já que não temos partidos ou lideranças de oposição para unir e coordenar os descontentes e os indignados que somos. Em breve escreverei outro artigo e enviarei para vocês. Muito obrigada pela solidariedade e pela amizade, que apesar de virtual, é real. Somos poucos, mas existimos.
Um grande abraço,
Maria Lucia

Marquer disse...

Some todo o reservado a realização deste conglomerado de obras fictícias chamada PAC e verá nela um plano de promossas a longo prazo. Apenas uma jogada bem arquitetada para enganar os trouxas em retorno de seus votos. E como tem trouxas!!

...a começar pelos jornalistas...!!!

Ficticia? Oras, veja o montante que agora chega a mais de 1 trilhao e meio a ser empregado, e veja o quanto ate agora foi destinado a essas obras. Simplesmente não bate! Não casa...ou nunca terá um final...obras eternas pelo voto eterno!!

Para quem noa sabe, foi empregado até agora, nesses anos, apenas 1,6% do montante...risos...

...e alguem ai vai dizer que nao tenho razão de chamar os trouxas de TROUXAS???

léo disse...

É difícil, senão impossível, analisar a personalidade do Lula. Para chegar onde chegou é inegavel que ele conta com méritos. Semi-analfabeto, grosseiro, mas com uma enorme capacidade de persuasão no meio menos letrado. Foi na militância sindical que cresceu e com a presença de intelectuais de esquerda, que insistem em se convencer que os proletários podem ser governantes, absorveu muito do blá-blá-blá canhoto. Tenho dúvida se um dia ele projetou o sonho de ser presidente. Penso que foi levado pelas correntes do destino a chegar onde está. Quando declarou que o congresso era composto de 300 picaretas, talvez tenha percebido que tinha vocação política, a tradicional, já que trafegava com sucesso na política sindical. Descobriu, graças ao seu faro oportunista, que o jogo político em nosso país é feito de muita malandragem e cinismo. Pois é aí que se situa grande parte de seu êxito pessoal. Sentiu-se em casa. Assim como manuseava trabalhadores nas portas de fábrica, passou a fazê-lo junto à classe política. Lá estava a representação popular que não o excluia em seu conteúdo e propósito. Seu grande mérito? Sbreviver em meio às tempestades políticas. Ao se afirmar uma metamorfose ambulante, intuitivamente ele se desnudou. É o que penso dele. Não tem nenhum compromisso com qualquer partido ou ideologia. Joga charme em todas as direções e dificilmente navega contra os ventos. Sua estrutura intelectual é a de um homem comum, isto é, não sujeita a grandes reflexões sobre qualquer tema de relevância para um estadista. Por isso, fala sobre qualquer assunto com os pés fincados numa grande ignorância. nenhum compromisso com a lógica ou com os fatos. Mas sabe como sensibilizar os destituídos de intelecto. Fala o que querem ouvir. E vai fazendo enorme estrago aceitando teses de seus mais próximos colaboradores, caracterizadamente socialistas. Com isso vai semeando discórdias entre raças, classes sociais, etc.
Havia algum plano para tornar o Brasil uma república sindicalista? Penso que não. Mas, como já afirmei, os ventos do destino foram criando as condições para que isso se realizasse. Para os intelectuais socialistas, o ponto de apoio necessário para mudar o mundo, para a classe sindicalista, o melado que faltava experimentar e que seria improvável fosse o Brasil um povo sensato. Mas as coisas são como são e não como se deseja. A escuridão e o limão estão aí, resta saber o que fazer com eles.