* Democracia neste país é relativa, mas corrupção é absoluta *

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"PIMENTORIUM IN ANUS OUTREM REFRESCUS EST"

sábado, março 24, 2012

Caso Thor Batista.

Assim como previu este blogueiro no dia do acidente. Nossa eficientíssima e nada corrupta polícia chegou a conclusão de que a culpa pela morte no atropelamento em que se envolveu o Herdeiro Milionário Thor Batista, é do defunto.
A perícia descobriu que o morto estava em altíssima velocidade, pedalando de chinelos, pela contra mão de direção e com os faróis apagados. Sem contar que o falecido tinha seus direitos de pilotar bikes cassado por haver levado 51 pontos na carteira. E ainda o laudo relâmpago que o IML emitiu comprova que o falecido tinha ingerido tanto álcool que os técnicos do IML ficaram surpresos pelo fato do rapaz não ter explodido com o impacto.
E assim caminha o Brasil, agora a família da vítima (THOR) vai dar um $ONORO cala boca na família do finado. A justiça vai enrolando o processo até o dia em que o inferno esfriar, e o garotão nem teve a carteira de habilitação apreendida, mesmo com a quantidade de multas que vive levando.
E o povo vai ficar assistindo a mais uma novela da impunidade, onde os poderosos são donos os do mundo.
E tudo vai acabar em uma imensa pizza, onde o defunto se phodeu e ainda é culpado por isso.

E para quem quiser relembrar a postagem do dia do acidente é só clicar no título desta que vai direto.

E viva a pocilga!!!!!

E PHODA-SE!!!!
......................

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4 comentários:

Anônimo disse...

20/03/2012 às 21:20
Thor Batista e MV Bill: faces distintas, mas combinadas de um mesmo mal: o linchamento seletivo

Eu não tenho receio de tratar de coisa nenhuma. Aliás, quanto mais espinhosas, mais necessárias; quanto mais elas tocam em certos preconceitos influentes — especialmente aqueles ditados por certa “boa consciência” (que não passa de má consciência) —, mais urgentes.

Vamos lá. O empresário Eike Batista não está entre aqueles que excitam a minha inteligência. Reconheço-lhe talento, descortino, ousadia etc e tal, mas há certos valores associados à sua figura, de natureza quase estética, que me incomodam um tantinho. Gostaria, ademais, de vê-lo mais longe de governos. Mas é certo também que desperta rancores os mais variados porque ser bem-sucedido ainda é uma ofensa que muita gente não perdoa.

Muito bem! As mesmas razões que fazem MV Bill ser inocente, de saída, da acusação de ter espancado a irmã fazem de Thor Batista, filho do empresário, um culpado de saída pela morte de Wanderson Pereira dos Santos. No substrato dos dois “julgamentos” informais, há, infelizmente, rancor. Um saberia exercitar o rancor da virtude, com sua “arte de protesto”; o outro, ora vejam, seria o “playboy” ostentador. Nota: entendo que Wanderson andava de bicicleta, mas não era um “ciclista” — o “ciclismo”, nesses dias, virou uma adesão moral e intelectual a um estilo de vida. Parece que o rapaz usava a bicicleta como meio de transporte mesmo.

Pontos na carteira
Consta que a carteira de habilitação de Thor deveria ter sido suspensa, dados os pontos que acumulava em razão de um conjunto de infrações. Se assim for, a questão é relevante. Por que não tinha sido? Incompetência? Alguma forma de arranjo? Mas nem isso o torna, de saída, culpado pelo acidente em si.

Assim como no caso de MV Bill, numa ocorrência de muito menos gravidade, não estou entrando no mérito dessa questão. Até onde li, não dá para saber se o filho do empresário é ou não culpado pelo acidente. O que sei com absoluta certeza é que a adesão a um conjunto de valores ideológicos não torna ninguém naturalmente inocente, assim como a marca do carro ou a conta bancária de quem atropela e mata não tornam o motorista naturalmente culpado.

Não me agradam essas correntes influentes na imprensa — e mais ainda nas redes sociais, que hoje viraram “fonte de informação” do jornalismo — que põem a ideologia a serviço da construção de heróis e bandidos. Por que tantos se apressaram em investigar o caso de Thor (e não estou dizendo que não devesse ser feito), mas ninguém se ocupou dos detalhes do episódio envolvendo MV Bill? Suponho que seja porque o “pobre consciente” (e Bill é , no máximo, um ex-pobre) será sempre inocente, ainda que culpado, é o “filhinho de papai bilionário” será sempre culpado, ainda que inocente. Endeusamento e linchamento não combinam com justiça.

Ora, ora… É claro que eu poderia não escrever este texto e fazer de conta que a questão não existe, até para evitar a baixaria dos mascates da reputação alheia. Mas eu escrevo o que acho que devo escrever, não o que outros acham que eu deva.

Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

Dado curioso: o Thor já havia atropelado um idoso no ano passado, segundo reportagem da Veja, felizmente, a vítima não morreu. Ah, se fosse nos Estados Unidos!

Ajuricaba disse...

Mas a culpa mesmo é do DENATRAN que deixa circular bicicletas a jato nas rodovias.

Anônimo disse...

O que me repugna em tudo isso, é o fato a Globo, em rede Nacional, expor a família do rapaz atropelado de uma maneira tendenciosa divulgando exames de dosagem alcoólica, o qto o Thor pagou pelo caixão,dando esclarecimentos de outro atropelamento ocorrido há 1 ano, o comparecimento do Thor na missa de 7º dia,etc. etc.
Se o ciclista foi ou não culpado, ele está morto por alguém que, pelas leis deste país, não poderia estar guiando e pronto.
É muito cinismo !
A Justiça e a sociedade tem 2 pesos e 2 medidas:
O recente acidente ocorrido na Av. Vereador José Diniz por um ônibus que matou 2 pessoas dentro de um carro importado é um exemplo. Não presenciei o acidente mas sou usuária da linha e dias depois o motorista que é colega do motorista envolvido qdo passou no local desabafou:
“Meu colega foi demitido, está passando por grande necessidade, e tem que responder por 2 homicídios “dolosos”. Como explicar que um motorista de ônibus sai da garagem às 4hs da manhã com intenção de matar? Como explicar que um ônibus na preferencial e em faixa exclusiva, com farol quebrado, sem marronzinhos, sem visão das ruas transversais, iria conseguir parar, qdo um carro atravessa a toda velocidade ? E este pobre motorista está abandonado pela empresa e defendido por um advogado do sindicato. Bons advogados, testemunhas a favor, ele nunca vai conseguir, porque é trabalhador e pobre.”