* Democracia neste país é relativa, mas corrupção é absoluta *

* Democracia neste país é relativa, mas corrupção é absoluta *
"PIMENTORIUM IN ANUS OUTREM REFRESCUS EST"

domingo, abril 19, 2009

Surto




============================================================

A POLÍCIA POLÍTICA DO PETISMO

Geraldo Almendra

Liguei para a PF de Petrópolis e perguntei se poderia entregar o formulário de cadastramento de armas. Recebi a seguinte resposta: - aqui não estamos recebendo e o lugar mais próximo é Nova Iguaçu ou então veja no site da PF. Dois dias depois um amigo me provou que entregou sem problemas seu formulário nesse mesmo lugar. Dei azar: fui atendido por um desqualificado que trabalha na PF que me fez viajar para o RJ simplesmente porque confiei na imagem de uma instituição em estado de apodrecimento como tudo o que é público no nosso país.

Como nos regimes ditatoriais genocidas, já temos sinais das ações de nossa Polícia Política. A mais bem paga e mais bem armada força policial do país se apresenta com essa aparente "responsabilidade". Caso alguém precise ir à sede da PF no RJ resolver algum problema burocrático terá a oportunidade de perceber a arrogância e a prepotência com que seus funcionários – inclusive a atendente da portaria, todos pagos com os impostos subtraídos do nosso trabalho – irão lhe tratar.

A velha inversão de valores feita por quem pagamos para servir à sociedade continua sendo a norma do poder público no país, que tem uma lei proibindo o contribuinte de ser agressivo com o atendimento do poder público, correndo o risco de ser preso, mas não tem nenhuma norma aplicável que proíba um funcionário público de tratar um cidadão comum de forma mal educada ou agressiva, característica básica de um Estado autoritário.

Foi denunciado pela mídia que o relatório da operação Castelo de Areia omitiu nomes de partidos aliados ao desgoverno petista, incluindo o próprio PT, assim como ocorrência de erro de transcrição de um diálogo gravado levando a um entendimento errado do seu conteúdo.

Depois o Diretor da Polícia Política do desgoverno petista coloca a responsabilidade nos juízes – "Justiça" – que divulgaram o conteúdo dos "atos falhos" de sua burocracia aparelhada pelo PT, e corporativista. Perdeu uma boa chance de ficar calado.

Em que área do poder público podemos ainda confiar é uma pergunta que parece que já merece um único padrão de reposta: NENHUMA.

Estamos cada vez mais próximo do regime de Estado autoritário e totalitário contra o cidadão, caso esse não seja cúmplice do petismo.

Desde shows pirotécnicos, especialmente preparados para a TV Globo, mostrando a prisão de empresários – a maioria livre, leves e soltos –, até demonstrações de profunda amabilidade com os meliantes cúmplices do petismo que tiveram suas maracutáias descobertas pela "PF", os não corruptos e os não cúmplices do petismo, começam a ter a clara sensação de que não podem mais contar com nenhum poder de polícia que os faça sentir algum orgulho ou satisfação de trabalhar mais de cinco meses por ano para pagar com seus impostos uma mínima proteção à cidadania e à vida.

Enquanto a Polícia Política do Petismo está prendendo empresários e fazendo vista grossa contra os deliquentes do poder público, que fazem do PAC – Pacote de Apoio à Corrupção –, um marketing mentiroso enquanto desvia dinheiro dos contribuintes, está sendo divulgado que o Cartão de Crédito Corporativo do Palácio do Planalto gastou R$ 53.449,00, ou muito mais, para a compra de produtos de embelezamento e injeções de Botox somente nos últimos seis meses.

Por que não aparece nenhum "homem da justiça" e investiga essa ilegalidade e absurda sacanagem com o dinheiro dos contribuintes, e determina que a Polícia Política do Petismo invada o Palácio do Planalto para prender esses delinqüentes do poder público?

Desculpem a sugestão!

Por um instante surtei e achei que nosso país tinha um poder de polícia que não fosse subserviente do corporativismo prevaricador petista, que está conseguindo aparelhar todos os podres poderes da República, e que fez da Justiça seu campo de provas do domínio do poder público, preparando o país para o dia do D da derrota do Estado Democrático de Direito, quando a terrorista Estela subir o palanque presidencial pelas mãos do Retirante Pinóquio com os aplausos dos escravos do assistencialismo clientelista do petismo.

Afinal de contas a turma lá do Palácio do Planalto tem "fórum privilegiado" com a devida proteção dos Tribunais Superiores, e pode fazer o que quiser - principalmente fazer os contribuintes de imbecis e palhaços do Circo do Retirante Pinóquio -, enquanto a Ilha da Fantasia do Planalto Central concentra a maior riqueza per capita do país, com seus tentáculos da corrupção, do corporativismo prevaricador, e das sinecuras espalhados pelos feudos estaduais e municipais patrocinados pelo petismo e base aliada do desgoverno do PT.

Tribunais Superiores, Juizados de Apelação, Polícia Civil e Militar, Tribunal de Contas, Ministério Público, Polícia Federal, todos estão dando sinais de que já são servidores do petismo ou de suas causas corruptas ou corporativistas, e não mais servidores dos contribuintes que pagam seus salários e sustentam suas mordomias.

O que a sociedade esclarecida e as Forças Armadas estão esperando para intervir no maior escândalo do mundo no que diz respeito à degeneração moral e ética de um poder público, que cada vez mais vai se transformando em um covil de bandidos e meliantes corporativistas-prevaricadores, aparelhado pelo petismo e seus cúmplices da base aliada?

Desculpem, surtei de novo!

O que esperar de uma sociedade covarde que adora ser ludibriada ou roubada, e ter seus contribuintes esclarecidos tratados como cúmplices, ignorantes, imbecis, ou palhaços, e que aceitam um Parlamento praticando, sem controle, um vergonhoso empreguismo político de apadrinhados, imerso em uma tragédia moral e ética sem precedentes na nossa história, mas ganhando os maiores salários e benefícios do mundo, comparativamente ao Poder Legislativo de outros países comparáveis ao Brasil?"

Geraldo Almendra



Share/Bookmark

Nenhum comentário: