Cyneida Correia
Direto de Boa Vista
O produtor de arroz e ex-prefeito de Pacaraima (RR) Paulo Cesar Quartiero, confirmou que foi convidado pelo presidente Hugo Chávez para plantar na Venezuela. "A gente tem uma amizade. Ele é solidário com a situação dos latino-americanos e o sonho dele é a integração da América latina. Eu acho que se pode até criticar seu modo de atuação, mas não seu patriotismo", disse. "Temos as mesmas idéias de necessidade de soberania nacional e afirmação de nossos respectivos países como nações. Nessa questão, todo patriota tem o mesmo pensamento."
Quartiero foi o líder do movimento de resistência à retirada de produtores de arroz e não índios da terra indígena Raposa Serra do Sol, área localizada na fronteira do Brasil com a Venezuela e que foi palco de grande conflito. Na próxima semana, o rizicultor vai visitar terras no país vizinho onde poderá iniciar plantações de arroz, milho ou soja.
"Eu realmente recebi o convite e estou indo na semana que vem dar uma olhada nas terras, mas não devo plantar arroz, apenas soja e milho, que são as bases alimentares da Venezuela. Já conheço algumas áreas agrícolas, mas quero conhecer mais e ter uma noção melhor do que podemos escolher lá" afirmou.
O produtor ocupa hoje quase 10 mil hectares de terra em Roraima, onde planta arroz suficiente para abastecer todos os estados da Amazônia, incluindo Roraima, Amazonas e Pará. Janeiro é época de colheita, e apesar das fortes chuvas na região, a expectativa é que sejam colhidas 500 mil sacas de arroz, 100 mil a mais em relação ao ano passado, somente nas fazendas de Quartiero.
"Aqui eu planto, mas não recebo incentivo, pois se quiser escoar minha produção, tenho que arrumar estrada, fazer manutenção de ponte e até consertar balsa", declarou. "O governo só aparece na hora de comprar, mas na hora de ajudar, não ajuda. Se fosse assim e eu não fosse perseguido ainda vá lá, mas sou taxado de invasor e criminoso em meu país."
O governo venezuelano teria oferecido grandes vantagens para Quartiero transferir sua atividade para o país vizinho. O produtor afirmou que não acredita mais em promessas políticas e criticou o governo brasileiro pelo posicionamento em relação a Raposa Serra do Sol.
"Espero que na Venezuela me permitam trabalhar e realmente dêem incentivo à agricultura, coisa que o governo brasileiro não está fazendo. Sinceramente, não acredito em incentivo de nenhum governo, eu quero simplesmente liberdade para poder trabalhar e ser respeitado como produtor" afirmou.
Quartiero também reclamou dos impostos que paga no Brasil e chamou de extorsão a política fiscal brasileira. "A política fiscal da Venezuela é diferente do Brasil. Aqui chega a 40% o que pago de impostos, e lá o que vou gastar não vai passar de 10 a 15 %. O governo não tem política fiscal de extorsão na Venezuela."
Questionado se iria abandonar Roraima e o Brasil, o produtor de arroz disse não ter mais pátria. "Não vou abandonar Roraima. Eu fui expulso do Brasil, sou um sem-terra, sem produção, sem país. Eu sou um pária no Brasil, um brasileiro que foi expulso do seu país e aceito no país vizinho", concluiu.
Comento:
Enquanto o Batráquio fica inaugurando promessas, fazendo política e se auto promovendo na base do "conversê' e lero-lero, as Ongs, o ministério público e muita gentalha espertalhona continuam atrapalhando o crescimento do Brasil.
No caso da reserva em Roraima a falta de uma política séria poderá fazer o país perder muito em produção de alimentos para favorecer meia dúzia de índios vagabundos que só sabem servir de joguete nas mãos de Ongs estrangeiras.
Guardadas as devidas proporções da choradeira do Quartiero, o convite feito pela Venezuela é um tapa nas fuças do Batráquio baba-ovos desferido pelo caudilhota Bolivariano, Loco Chavez pode até ser maluco, mas burro ele mostrou que não é. Com essa jogada ele vai conseguindo se fortalecer como governante, levará um grande produtor rural para seu país alavancando a produção de alimentos e com isso a sua imagem junto ao povo venezuelano.
Enquanto isso no Brasil nossas "otoridades" ficam discutindo a demarcação de terras para indios improdutivos, asilo para assassinos, PAC, reeleição, presidência da câmara e do senado, e quando perceberem terão que comprar arroz do Vietnã.
Só o Batráquio não percebeu que os "irmãos menores" estão querendo ver o sangue do grande irmão da Amérdica Latrina. Enquanto ele acredita em uma união das esquerdiotas nas Amérdicas, nossos vizinhos espertalhões e Bolivarianos estão cagando e andando para o povo brasileiro, só a PTralhada para acreditar em união entre países pobres.
Na miséria e na guerra vale tudo, até dedo no olho.
Pobre Brasil.